11 out 2019

TÁ NA MESA – Programa consagrado da Federasul

TÁ NA MESA

Programa consagrado da Federasul, hoje, sob a Presidência de Simone Leite, abordando o tema Empreendedorismo – a retomada da economia.
No dia 9 de outubro, tive a honra de participar de exposições de idéias e debates com empresários de peso do RS. Em primeiro lugar com homenagem dos 60 anos do Grupo Colombo, tendo seu Presidente, nos brindado com sua história e luta para construir uma rede de comércio e serviços com uma centena de lojas espalhadas pelo Sul do Brasil. Lembrou uma palestra que assistiu com nosso grande Embaixador e Político Osvaldo Aranha quando disse: “O Brasil ainda não se acabou no precipício, porque não existe precipício do tamanho de sua grandeza”. Verdadeiro ainda hoje, com tantas riquezas e potencialidades não conseguimos crescer e distribuir renda, mas o medo já nos assusta vendo o desenvolvimento tecnológico nos distanciando anos-luz e nós orgulhosos exportadores de commodities sem agregar valor, fonte de renda que poderia ser distribuída muito acima de US$15.000 per capita.
Às 11,30, tivemos oportunidade de responder aos questionamentos da imprensa sobre cada segmento econômico. Primeiramente com Antônio Luiz Bianchini do grupo Bianchini que processa soja e atua na exportação in natura, tendo traçado o perfil mundial do mercado e a situação do Brasil como segundo player juntamente com os americanos e tendo como grande consumidor a China.
Posteriormente, Dirceu Bayer, Presidente da Cooperativa Languiru, situada na região alemã de Teutônia e Estrela, com 3.000 associados fornecendo suínos, frangos e leite, trabalhando em propriedades médias de 10 hectares.
Centrou a idéia-força da Cooperativa na agregação de valor aos produtos primários fornecidos pelos associados e já está abrindo negócios com a China. Disse-lhe que invejava o sucesso, apesar de quase terem vendido a estrutura industrial há 20 anos passados, e gostaria que o setor da maçã tivesse a capacidade de formar 3 grandes cooperativas reunindo pequenos e médios produtores para fazer frente aos grandes supermercados e atacadistas para equilibrar as forças do mercado. Seria organizar nosso negócio em 10 empresas de porte, ao invés de estarmos ofertando nossa maçã com cerca de 150 marcas.
Por fim organizei minhas idéias para mostrar nossa história de 45 anos da maçã brasileira e nossas estratégias para enfrentar o futuro. A imprensa preferiu o jogo pesado do 2,4-D. Sem problemas, embarcamos na canoa e enfrentamos as ondas, afirmando que respeitamos a grandeza do agronegócio e sua contribuição para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Mas destacamos, se eles nos trazem preciosas divisas para o Brasil enfrentar as crises econômicas internacionais, nosso segmento de culturas sensíveis aos herbicidas hormonais são agregadoras de mão de obra, distribuidoras de renda e formadoras de rotas turísticas de grande potencial para o desenvolvimento da Região Sul. Uma lavoura de 1000 ha de soja é operacionalizada por 4 pessoas dentro da porteira, enquanto a mesma área com macieiras precisa de 500 trabalhadores na média anual, concentrando cerca de 1.200 na período de colheita.
E registramos nosso posicionamento, o governo demonstrou falta de visão no enfrentamento do problema, tentando construir um futuro melhor de convivência entre ambos os segmentos agrícolas, quando deveria, primeiro, criar um fundo para ressarcir as perdas dos prejudicados.
Almejávamos uma política de boa vizinhança, em que pese termos encontrado muitos produtores que entenderam a impossibilidade de aplicação dos hormonais em plena primavera durante a florada das macieiras e videiras e que concordam com o ressarcimento dos danos quando causados pelo mau manejo de suas lavouras.
E mais, o 2,4-D não está sendo usado por ser muito barato, mas por sua elevada eficiência, sem considerar que o trunfo pode representar a falência do vizinho. Não há necessidade de tanto barulho, para muitos, falta o bom senso porque o custo alternativo ao hormonal representa meio saco de soja por hectare, algo em torno de R$40,00.
Posteriormente, durante o almoço, cada palestrante teve 15 minutos para expor a situação do setor e seu futuro. Explorei as ações estratégicas de introdução de novos porta-enxertos, novas variedades para alongar a colheita e explorar novos sabores, clones e tecnologia que nos permitam a produção orgânica, marketing mais agressivo para aumentar o consumo interno e elevarmos nossas exportações para um nível mínimo de 15% da produção.
E mais, cobertura de nossos pomares com telas anti-granizo e/ou alternativa de elevar o subsídio do seguro a 90%, tendo em vista nosso acordo Mercosul com a Comunidade Européia e evitando que as intempéries nos prendam a fracassos e consequentes negociações de dívidas com o sistema bancário.
Considerando a presença de 2 centenas de consumidores de nível servimos na mesa a variedade Pink Lady destacando o papel importante dos novos clones com sabores distintos e convidando para opinarem junto às fruteiras e supermercados pela melhoria da qualidade, evitando costumeiras reclamações que os produtores exportam as melhores frutas e sobra para o mercado interno somente a Cat. 2 e 3.
A seguir fotos do evento.

José Sozo Presidente da Agapomi e Diretor da CIC.

, hoje, sob a Presidência de Simone Leite, abordando o tema Empreendedorismo – a retomada da economia.

No dia 9 de outubro, tive a honra de participar de exposições de idéias e debates com empresários de peso do RS. Em primeiro lugar com homenagem dos 60 anos do Grupo Colombo, tendo seu Presidente, nos brindado com sua história e luta para construir uma rede de comércio e serviços com uma centena de lojas espalhadas pelo Sul do Brasil. Lembrou uma palestra que assistiu com nosso grande Embaixador e Político Osvaldo Aranha quando disse: “O Brasil ainda não se acabou no precipício, porque não existe precipício do tamanho de sua grandeza”. Verdadeiro ainda hoje, com tantas riquezas e potencialidades não conseguimos crescer e distribuir renda, mas o medo já nos assusta vendo o desenvolvimento tecnológico nos distanciando anos-luz e nós orgulhosos exportadores de commodities sem agregar valor, fonte de renda que poderia ser distribuída muito acima de US$15.000 per capita.
Às 11,30, tivemos oportunidade de responder aos questionamentos da imprensa sobre cada segmento econômico. Primeiramente com Antônio Luiz Bianchini do grupo Bianchini que processa soja e atua na exportação in natura, tendo traçado o perfil mundial do mercado e a situação do Brasil como segundo player juntamente com os americanos e tendo como grande consumidor a China.
Posteriormente, Dirceu Bayer, Presidente da Cooperativa Languiru, situada na região alemã de Teutônia e Estrela, com 3.000 associados fornecendo suínos, frangos e leite, trabalhando em propriedades médias de 10 hectares.
Centrou a idéia-força da Cooperativa na agregação de valor aos produtos primários fornecidos pelos associados e já está abrindo negócios com a China. Disse-lhe que invejava o sucesso, apesar de quase terem vendido a estrutura industrial há 20 anos passados, e gostaria que o setor da maçã tivesse a capacidade de formar 3 grandes cooperativas reunindo pequenos e médios produtores para fazer frente aos grandes supermercados e atacadistas para equilibrar as forças do mercado. Seria organizar nosso negócio em 10 empresas de porte, ao invés de estarmos ofertando nossa maçã com cerca de 150 marcas.
Por fim organizei minhas idéias para mostrar nossa história de 45 anos da maçã brasileira e nossas estratégias para enfrentar o futuro. A imprensa preferiu o jogo pesado do 2,4-D. Sem problemas, embarcamos na canoa e enfrentamos as ondas, afirmando que respeitamos a grandeza do agronegócio e sua contribuição para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Mas destacamos, se eles nos trazem preciosas divisas para o Brasil enfrentar as crises econômicas internacionais, nosso segmento de culturas sensíveis aos herbicidas hormonais são agregadoras de mão de obra, distribuidoras de renda e formadoras de rotas turísticas de grande potencial para o desenvolvimento da Região Sul. Uma lavoura de 1000 ha de soja é operacionalizada por 4 pessoas dentro da porteira, enquanto a mesma área com macieiras precisa de 500 trabalhadores na média anual, concentrando cerca de 1.200 na período de colheita.
E registramos nosso posicionamento, o governo demonstrou falta de visão no enfrentamento do problema, tentando construir um futuro melhor de convivência entre ambos os segmentos agrícolas, quando deveria, primeiro, criar um fundo para ressarcir as perdas dos prejudicados.
Almejávamos uma política de boa vizinhança, em que pese termos encontrado muitos produtores que entenderam a impossibilidade de aplicação dos hormonais em plena primavera durante a florada das macieiras e videiras e que concordam com o ressarcimento dos danos quando causados pelo mau manejo de suas lavouras.
E mais, o 2,4-D não está sendo usado por ser muito barato, mas por sua elevada eficiência, sem considerar que o trunfo pode representar a falência do vizinho. Não há necessidade de tanto barulho, para muitos, falta o bom senso porque o custo alternativo ao hormonal representa meio saco de soja por hectare, algo em torno de R$40,00.
Posteriormente, durante o almoço, cada palestrante teve 15 minutos para expor a situação do setor e seu futuro. Explorei as ações estratégicas de introdução de novos porta-enxertos, novas variedades para alongar a colheita e explorar novos sabores, clones e tecnologia que nos permitam a produção orgânica, marketing mais agressivo para aumentar o consumo interno e elevarmos nossas exportações para um nível mínimo de 15% da produção.
E mais, cobertura de nossos pomares com telas anti-granizo e/ou alternativa de elevar o subsídio do seguro a 90%, tendo em vista nosso acordo Mercosul com a Comunidade Européia e evitando que as intempéries nos prendam a fracassos e consequentes negociações de dívidas com o sistema bancário.
Considerando a presença de 2 centenas de consumidores de nível servimos na mesa a variedade Pink Lady destacando o papel importante dos novos clones com sabores distintos e convidando para opinarem junto às fruteiras e supermercados pela melhoria da qualidade, evitando costumeiras reclamações que os produtores exportam as melhores frutas e sobra para o mercado interno somente a Cat. 2 e 3.
A seguir fotos do evento.

José Sozo Presidente da Agapomi e Diretor da CIC.

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