Vinhos e Violinos - Arte e Gastronomia
Uma noite de gala para os vinhos finos de altitude dos Campos de Cima da Serra, evento realizado no San Bernardo Park Hotel, em Vacaria na noite de 23 de julho passado.
A recepção ao som de violinos, com um pout porri de clássicos, música brasileira e um gran finale barroco com a primavera de Vivaldi, um encontro de arte com o escultor Bez Batti, e suas obras do basalto cacau garimpado na Região dos Campos de Cima da Serra.
Pura arte e o despertar da imaginação com os vinhos brancos Viogner RAR, Sauvignon Blanc Aracuri e Chardonnay Sozo elevando o astral de um grande encontro de mais de uma centena de amigos.
A entrada em grande estilo continuou com a clássica cozinha italiana da Escola Internacional de Gastronomia UCS de Flores da Cunha, acompanhada pelos vinhos Pinot Noir RAR e Sozo, Cabernet Sauvignon Collector Aracuri e Merlot Sozo.
A sobremesa e a alegria da noite foi acompanhada pelo clássico espumante Sozo Imagination, Moscatel e brut Zanotto.
Evento organizado pela CIC Câmara de Indústria, Comércio, Serviços e Agricultura de Vacaria para demonstrar a qualidade e potencial dos vinhos da região, já consagrados por diversos prêmios em concursos nacionais e internacionais.
Oportunidade única e um verdadeiro encontro de amigos para degustar uma dezena de clássicos da região, aliando seus aromas e sabores à excelente gastronomia italiana.
A primeira da nossa curta história, tornando obrigatória a sua continuidade.
O sentimento dos participantes foi a adoção e incorporação dos novos vinhos de altitude na cultura dos vacarianos que, orgulhosamente abrirão a Porteira do Rio Grande, com suas tradições, churrasco e um brinde da descoberta de novos aromas e sabores que despertam nas terras mais altas do Brasil Meridional.
CAMPOS DE CIMA DA SERRA Há uma década as vinhas brotaram, suas folhas balançam na leve e constante brisa dos campos, insetos e pássaros em sinfonia brincam nas flores que se abrem em perfumes herbáceos e logo nascem os grãos formando os cachos. A primavera finda com o trigo maduro balançando as coxilhas, o sol do verão com seu calor envolve a uva em dourado e violeta iniciando o processo de maturação
em tardes quentes e noites frias. Aqui se desvenda o segredo das cores, aromas e sabores dos vinhos de altitude, com seus taninos marcantes que geram um vinho complexo e longa permanência em boca.
As cigarras chegam para a sinfonia da vindima e a uva parte para seu destino, transformar-se em sumo. A turbulência da fermentação exalando aromas juvenis para , logo mais, entrar no silêncio da meditação, quando os segredos da natureza e a arte do enólogo consagram o vinho. Um ser vivo de corpo e alma, liquido que se derrama na taça, cores e borbulhas esfuziantes, aromas de flores e frutas que envolvem o espírito, sabores que se multiplicam na cumplicidade de uma natureza complexa.
Lá fora, o vento frio e sibilante leva as folhas das vinhas que entram em dormência, para o seu descanso merecido.
As geadas pintam os campos com uma brancura brilhante ao raiar do sol.
E logo vem agosto , a temperatura aos poucos se eleva e as vinhas estufam as gemas para o novo ciclo, mas antes as tesouras cantam e cortam de forma inclemente os ramos.
E as vinhas choram lágrimas brilhantes e cristalinas com o reflexo da luz da manhã.
São lágrimas de alegria, o vinho está pronto para a consagração e a vinha reinicia sua missão de perpetuar a vida.
José Sozo

